She
Apaixonada pelo vazio e pelas palavras que ela usava para descrever toda sua insanidade,
ela estava tão obcecada pela sua solidão, que seu olhar estava distante.
Ela fantasiava, recriava tudo aquilo que alguém podeira fazer, mas ela não era capaz, então apenas sonhava em desfazer e recriar, matar e reviver. Como um lápis de ponta afiada e todas suas idéias contrarias como preto e branco.
Ela permanecia sentada naquele sofá, dia após dia, vivia aquela rotina.
Perdida em suas palavras as quais não podia sequer definir, não encontrava sentido.
Ela queria falar sobre a lua e o silêncio.
Era tudo que ela não sentia, era tudo que ela não vivia, era tudo muito confuso.
Suas dores eram constantes, seu pés, sua cabeça, tudo doía.
Não sentia nada verdadeiro, era tudo melancólico e vazio. Engolia todo aquele medo e usava seus fones para esquecer o mundo.
Como se não bastasse eram noites e noites rolando, a insonia a perseguia.
Tudo isso eram sonhos desfeitos, magoas acumuladas, isto era alimento para sua solidão, que sempre permaneceu com ela escondida em seu sorriso, em sua alegria, não que essa não exista.
Ela não é louca.

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